mais de mim.

sou intensa, não gosto de meios termos.
eu amo profundamente ou odeio terrivelmente.

mergulho. ou vou fundo ou nem entro.
pra ficar na beirinha, prefiro não me molhar.

se caio ou quebro a cara, me recupero na mesma rapidez.
não sei esperar. amargar só estende o sofrimento.

prefiro ou doce ou salgado. a mistura interfere no meu paladar.

gosto de quente ou frio. morno é algo sem graça.

sou extremista.
ou demais ou de menos. o médio me é estranho.
não o alcanço.

moderação é uma busca, já que estou sempre nos pólos.
agitação ou preguiça. nunca a tranquilidade.

sou passional, enérgica, impetuosa, elétrica.
fujo do que é medíocre.
não gosto do regular, quero o muito ou o nada.

posso ser um dia ensolarado ou uma noite de tempestade.
isso depende de como e quando você me esbarrar.

inspirada pela maravilhosa clarice e jean

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brilho eterno de uma mente sem lembranças.

pode passar mil vezes, eu verei.
se não passar, eu alugarei.
se estiver à venda e eu tiver dinheiro, eu comprarei.

porque eu simplesmente amo este filme.
não existe um filme romance/drama mais perfeito que este.

eu vejo, vejo e não me canso.
e toda vez, no final eu choro.

e pior… nunca o vi acompanhada.
um dia, eu o farei. e meu amor dirá:  “eu poderia morrer agora”

ela levou a sério sua decisão. e sumiu.

ele resistiu, não ligou também.
mas não aguentou uma semana longe dela.
do sorriso, do cheiro, da alegria.
do “oi” mais lindo do mundo (palavras dele)

ela cedeu aos encantos. e tudo voltou ao normal.

ela chegou em casa, deixou suas coisas e suspirou.
já estava extremamente cansada, e ainda era quinta feira. eita semana longa que não acaba.
se ajeitou, e antes de dormir ligou pra ele. sempre o faz. avisa que chegou, trocam alguns minutos de conversa e vão dormir.
começaram a conversar, ela não queria falar sobre o dia, ele percebeu. falaram sobre outras coisas, e ele pra animar começou com suas “viagens” engraçadas.
só ele mesmo pra arrancar gargalhadas dela, estando tão cansada.
desligaram.
ela foi dormir.
sabe exatamente porque se apaixonou por ele.
e toda aquela semana foi esquecida e substituída pela ótima sensação de paz.

ela ama cinema, ele dorme vendo filme.
ele come salada, ela adora pizza.
ela consome livros, ele não lê nem jornal.
ele bebe cerveja, ela bebe tequila.
ela ouve rock. ele, mpb.
ele é contador, ela estuda fotografia.
ela tenta entender, ele simplifica.
e nisso passaram-se quase 3 meses.

ultimamente tenho pensado muito em relacionamentos completos.
nós (mulheres) esperamos encontrar um companheiro gentil, compreensivo, carinhoso, educado. existem algumas bonificações, porém, em geral essas características são as mais comentadas.
eu acho que afininidade é importante também.
e, se não gostar das mesmas coisas, pelo menos entender e respeitar o gosto do outro.
muitas falam daquele amor absoluto, sem fronteiras.

esses dias eu vi uma série em que a mulher reclamava com as amigas que o relacionamento com o namorado era maravilhoso, mas o sexo terrível e fiquei pensando.
eu acho que eu não conseguiria manter um relacionamento em que o sexo fosse ruim.
tenho uma amiga que diz que prefere um relacionamento tranquilo, carinhoso, um namorado atencioso e dispensa o sexo facilmente.

já vi relacionamentos contrários, o casal briga horrores, mas não se separa porque o sexo é excelente.

um tempo atrás escrevi um texto sobre encontrar alguém “completo”. não aquelas paixões avassaladoras que derrubam e dóem. algo mais ameno, simples mas gostoso. que tem tesão e compreensão. morno sim. sem muitas expectativas. sem grandes emoções. o meio termo, nem tanto, nem tão pouco.
aquilo que não mostra nos filmes nem nas novelas. mas que dá certo. embora eu não seja testemunha de nenhum, eu quero um desses pra mim.

mas será que existe essa “perfeição”?
eu acho que a base de um relacionamento é exatamente essa. a tranquilidade. saber o que vem no dia seguinte. sem grandes variações.
só que é tão difícil aceitar os defeitos do outro. aquela coisinha que incomoda. que mesmo que tudo seja bom, sempre tem algo que parece ser mais importante do que realmente o é.
é difícil aceitar que as coisas não são perfeitas e que nem mesmo nós somos.
então por que teimamos em encontrar a tal perfeição?
por que ficamos procurando coisas além daquilo que temos?
por que insistimos em transformar detalhes em monstros horripilantes e assustadores?
por que eva e adão preferiram a maçã ao invés do paraíso?

nos tornamos pessoas exigentes e egocêntricas, e egoístas, querendo sempre que o outro se adeque aos nossos desejos. deveríamos perceber que nossos desejos deveriam se adequar aquilo que temos e começar a valorizar o que conquistamos.
às vezes as imperfeições também podem ser charmosas, e ao invés de nos atentarmos aos defeitos deveríamos exaltar as qualidades.

eu acho que é isso. na teoria é sempre lindo. tô tentando colocar em prática.

ela resolveu contar à mãe sobre ele.

não sabia ainda se passaria de alguns fins de semana e algumas ligações.
mas passou-se mais de um mês. ainda não sabem ao certo o que está acontecendo, mas está acontecendo.

então ela sentou-se e falou. como o conheceu, de onde ele é, quando foi e que ainda não sabe ao certo onde vai dar.

sua mãe ouviu, com olhar atento, prestou atenção nas palavras, gostou do sorriso bobo ao falar dele, notou as mãos esfregando uma na outra, com um certo nervosismo, aguardou ela acabar de falar e então perguntou:

“minha linda, ele é tão inteligente quanto você?”

e ela respondeu, respirou aliviada e sorriu. saiu pensando “essa é minha mãe!”

por falar nisso…

ontem no fantastico vi a reportagem de um cientista (maluco) que implantou um chip no corpo e pretende implantar um no cerebro.
diz ele que sera mais facil as criancas aprenderem com este chip, que num futuro proximo elas nao precisarao comparecer as aulas e tudo mais.

isso me lembrou um filme que eu vi ha tempos, GATTACA. era sobre o futuro. onde os melhores empregos eram dados aos selecionados. aqueles que nao tinham nenhum defeito genetico. quem ainda nao assistiu eu recomendo. com Uma Turmam e Ethan Hawke.

o teclado do pc da faculdade tem problemas de acentuacao. perdoem-me qualquer inconveniente.