tolerância – você está fazendo isso certo?

28 01 2012

que eu sou uma manteiga derretida, todo mundo que me conhece sabe.
choro fácil, choro à toa. costumo dizer que só não choro em inauguração de supermercado.

hoje eu li um post num blog que constava na página inicial, cliquei pelo título engraçado. “eu abracei um homem de cueca”
entrei pra rir e chorei.

chorei porque vivo num mundo de intolerância.
onde as pessoas julgam as outras sem saber nem seus nomes.
olham com ar de reprovação, criteriosos com seus valores arraigados, como se fossem donos da verdade.
crucificam, moralizam, apedrejam.

as pessoas nos seus mundinhos praticamente inventados de perfeição, procuram um conforto na religião mas esquecem do princípio básico que toda religião ensina:
AMOR AO PRÓXIMO

que amor é esse que recrimina e reprime ao primeiro tropeço?
ou, até mesmo, julga as diferenças?

outro dia estava conversando com uma amiga sobre isso. os julgamentos antecipados.
uma pessoa abre a boca preconceituosa dela pra proferir algo que ela acredita ser podridão sem ao menos saber se na mesma mesa existe alguém que o faça com normalidade.
e cria uma confusão.

acredito que as pessoas podem e devem dar suas opiniões sobre suas preferências, mas o julgamento antecipado gera desconforto.

é algo do tipo “gente tatuada é mau-caráter”.
tenho 3 tatuagens, com mais 2 marcadas pra este ano, e tenho certeza, minha mãe não criou uma mau-caráter.
se houvesse algum desvio ela corrigiria na marra.
mas, a pessoa brada em alto e bom som, ao meu lado, algo assim.

é o tipo de coisa que não ouço calada. – meu caro, se você não gosta, não acha bonito, não faria é uma opção sua, respeito, mas não julgue algo que você não sabe.
(isso claro, é uma forma educadinha, que dependendo do dia, não será dito assim. rs)

eu não sigo nenhuma religião específica, mas, aprendi um pouco de cada, e o que ficou foi respeitar o indivíduo.

Jesus, aquele que é falado em quase todas elas, e que é o “salvador” pra essa maioria de julgadores, pregou a tolerância.
passou toda a vida dele tentando fazer com que as diferenças fosses respeitadas, juntou amigos, seguidores (e nem tinha twitter e facebook).
foi crucificado por um intolerante, mas mesmo assim, deixou no mundo a sua marca, que é passada ao longo dos séculos e falada em todo culto cristão.
E VOCÊ NÃO APRENDEU NADA?

porque, né, o cara passou um perrengue pra acabar com os julgamentos, disseminou o perdão, as pessoas seguem seus preceitos, mas continuam fazendo as mesmas coisas que o outro, o tal de Pilatos, que mandou pregar Jesus na cruz.
o mundo tá fazendo isso muito errado.

daí, quando acontece esse pré-julgamento, você não pensa que está repetindo aquilo que o maluco fez?
porque, eu nem acredito na santidade de Jesus, não, mas, ele foi a criatura mais famosa por julgamentos errados da história.
e a humanidade continua repetindo isso.

daí, me deparo com esse texto hoje, e choro.
choro porque, ainda tem gente no mundo que entende o que Ele quis passar e pratica!

choro porque, ainda não perdi a fé na humanidade e esses atos me deixam feliz.
(pois às vezes tenho vergonha de ser humana)

e choro porque, amor é uma coisa que me deixa chorosa mesmo!

aqui está o link pro texto!

http://garagem720.wordpress.com/2012/01/27/eu-abracei-um-homem-de-cueca/

 





::: eu quero :::

27 01 2012

este é um texto escrito por um amigo, no facebook, mas, que poderia muito bem ter sido escrito por mim.
poderia assinar embaixo, com tranquilidade.
porque é, exatamente, isso que eu quero!

“Ainda que fosse só a boa conversa, a química eletrizante, o sexo livre. Ainda que fosse só a atração física, a admiração das ideias ou os beijos encaixados.
Você já me valeria à pena.

Mas não é. Tem isso e ainda todo o resto. Escuto as pessoas se queixarem repetidamente que o amor completo anda escasso no mercado. Encontra-se, às vezes, só a beleza, a afinidade ou o sexo inesgotável. Falta o resto. Ou ainda, a paciência, o companheirismo, o aconchego. Mas a incompletude, ainda sim, reina.

E os pessimistas, dizem que não é possível achar alguém do jeitinho que você quer. Alguém que te complete, que te baste, que te encante repetidamente. Eu, insisto no contrário. Porque amores incompletos, não saciam a fome. É como uma dieta só de proteína – você se sustenta por um tempo, se engana, inventa que o buraco no estômago está saciado – bebe água, fuma um cigarro. Mas, a falta de carboidrato, cedo ou tarde, pega. E você volta pro início.

Eu nunca quis um amor perfeito.

Eu quero mesmo é um amor cheio de erros, que vai sendo alinhado durante o caminho. Porque se tudo já começa certo, não vive-se o prazer da vitória.

Eu quero um amor quentinho, daqueles de aconchego no fim de tarde, de colo depois de um dia de cão, de beijo no nariz ao acordar.

Eu quero um amor livre – sem a ideia desajustada que um pertence ao outro. Com menos regras ditadas – e mais pontos de vista ouvidos.

Eu quero alguém com o qual possa fazer sexo sem regras – em nome das descobertas. Porque sexo bom de verdade, é aquele com instinto e sem razão.

Eu quero um amor com respeito. Não daquele tipo das “moças de respeito” que querem seu patrimônio corporal preservado. Eu quero aquele respeito que te permite ver o outro como um outro ser – cheio de vontades e desejos. Respeito é aceitar que o outro é diferente de você.

Eu quero um amor que me ajude crescer. Por que o essencial, faculdade nenhuma ensina. O essencial aprende-se na troca de ideias, no debate, nos pontos de vista trocados.

Eu quero um amor que me valorizasse. Não somente pelas coisas cotidianas, mas principalmente pelas qualidades que poucos enxergam.

Eu quero um amor que me enxergue. Mas não que enxergue somente as coisas óbvias – porque, de obviedades, a vida está cheia. Eu quero alguém que me enxergue lá no fundo – e, ainda, sim, goste de mim.

Eu quero alguém que queira ouvir verdades – e falar, também, na mesma proporção. Porque meias-verdades não interessam. Difícil mesmo é achar alguém que esteja pronto pra ouvir até o mais pesado, até o mais doído e retribuir na mesma moeda.

Eu quero alguém que me ache “gostoso” – mas que entendesse que gostosura, mora mesmo nas entrelinhas.

Eu quero um amor que me mostre caminhos – invés de impor trajetórias.

Eu quero um amor que não me reprima – pelo contrário, que me provoque para que eu consigua mostrar o que vive escondido lá no fundo.

Eu quero um amor que sonha junto. E que corra atrás dos sonhos comigo. Não por imposição, mas por vontade de seguir a mesma trilha.

Eu quero alguém que não tenha jeito pra joguinhos. Porque deles, eu já me desencantei na adolescência.

Eu quero alguém que me ganhe nos detalhes. Alguém ao qual eu não consiga resistir. Alguém que traga brilho pros meus olhos a cada nova atitude, a cada nova ideia a cada novo sorriso.

Eu quero alguém pra ficar junto – alguém que entenda que pra estar junto não é preciso estar perto o tempo todo, mas sim do lado de dentro. Por que a proximidade física nem sempre completa tanto quanto a do coração.

E não sei se vai acontecer por insistência ou merecimento – mas esse amor um dia virá… antes do esperado, contrariando os que dizem que amor completo é coisa rara. E hoje, entendo, que o amor bom é o amor livre – que se recicla todos os dias como energia renovável. O quanto vai durar – não sei. Prefiro a provisoriedade completa, do que a permeabilidade vazia.

Por que eu quero… “





traçando planos.

12 01 2012

sabe aquela história que dizem sobre os programas de reabilitação?
“um dia de cada vez”

então, a verdade é que vivi a a minha vida inteira assim.
desde que me lembro, nunca fiz planos pra nada. só imaginava algumas coisas, mas metas mesmo, nunca tive.

passei por alguns processos seletivos, onde a pergunta mais temida por mim era:
“como você se vê daqui 5 anos? “

respondia o que eles queriam, obviamente. mas o que eu queria responder era: não faço ideia, moço, posso perguntar pros meus pais?

a verdade é que os planos da minha vida foram definidos por eles.
eu só seguia o caminho.

não fui criada pra escolher uma profissão da qual eu gostasse.
fui doutrinada pra estudar (muito) e passar num concurso público qualquer, pra ser mais uma no sistema e seguir.

embora eu questionasse isso no fundo, nunca tinha me esforçado pra mudar. e segui o fluxo.
deixei que me guiassem nos planos deles.
até meu ex, teve sua participação de direção durante o relacionamento.

fui deixando, acomodada nessa vida enlatada que criaram pra mim e que estava escrita e parecia razoável e boa.

um dia comecei a me questionar.
essa pergunta martelava na minha cabeça como zunido de mosquito.
“como eu me vejo daqui a 5 anos?”

e, a visão que eu tinha não era a que eu queria não.

esse questionamento me fez recuperar minhas rédeas.
peguei minha direção de volta. mudei muitas coisas, e o caminho se tornou outro.

um pouco tarde talvez. hoje eu vejo muita coisa que eu desejo, mas me parece que tenho pouco tempo pra conseguir, e isso me assusta.
mas, é o meu caminho, a minha escolha.

e é libertador poder dizer: faço porque quero, porque gosto!

as coisas acontecem hoje, da mesma forma, um dia de cada vez.
porém, aquela pergunta não me assusta mais.

hoje eu olho pra frente, e não tenho mais medo de responder.
daqui a 5 anos?

eu me vejo fazendo exatamente a mesma coisa. com muito prazer!








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