Síndrome dos vinte e tantos

27 03 2009

li no perfil de uma amiga. aí vai.


“A chamam de ‘crise do quarto de vida’.
Você começa a se dar conta de que seu círculo de amigos é menor do que há alguns anos.
Se dá conta de que é cada vez mais difícil vê-los e organizar horários por diferentes questões: trabalho, estudo, namorado(a) etc..
E cada vez desfruta mais dessa cervejinha que serve como desculpa para conversar um pouco.
As multidões já não são ‘tão divertidas’… E as vezes até lhe incomodam.
E você estranha o bem-bom da escola, dos grupos, de socializar com as mesmas pessoas de forma constante.
Mas começa a se dar conta de que enquanto alguns eram verdadeiros amigos, outros não eram tão especiais depois de tudo.
Você começa a perceber que algumas pessoas são egoístas e que, talvez, esses amigos que você acreditava serem próximos não são exatamente as melhores pessoas que conheceu e que o pessoal com quem perdeu contato são os amigos mais importantes para você.
Ri com mais vontade, mas chora com menos lágrimas e mais dor.
Partem seu coração e você se pergunta como essa pessoa que amou tanto pôde lhe fazer tanto mal.
Ou, talvez, a noite você se lembre e se pergunte por que não pode conhecer alguém o suficiente interessante para querer conhecê-lo melhor.
Parece que todos que você conhece já estão namorando há anos e alguns começam a se casar.
Talvez você também, realmente, ame alguém, mas, simplesmente, não tem certeza se está preparado (a) para se comprometer pelo resto da vida.
Os rolês e encontros de uma noite começam a parecer baratos e ficar bêbado(a) e agir como um(a) idiota começa a parecer, realmente, estúpido.
Sair três vezes por final de semana lhe deixa esgotado(a) e significa muito dinheiro para seu pequeno salário.
Olha para o seu trabalho e, talvez, nao esteja nem perto do que pensava que estaria fazendo. Ou, talvez, esteja procurando algum trabalho e pensa que tem que começar de baixo e isso lhe dá um pouco de medo.
Dia a dia, você trata de começar a se entender, sobre o que quer e o que nao quer.
Suas opiniões se tornam mais fortes.
Vê o que os outros estão fazendo e se encontra julgando um pouco mais do que o normal, porque, de repente, você tem certos laços em sua vida e adiciona coisas a sua lista do que é aceitável e do que não é.
Às vezes, você se sente genial e invencível, outras… Apenas com medo e confuso (a).
De repente, você trata de se obstinar ao passado, mas se dá conta de que o passado se distancia mais e que não há outra opção a não ser continuar avançando.
Você se preocupa com o futuro, empréstimos, dinheiro… E com construir uma vida para você.
E enquanto ganhar a carreira seria grandioso, você não queria estar competindo nela.
O que, talvez, você não se dê conta, é que todos que estamos lendo esse textos nos identificamos com ele. Todos nós que temos ‘vinte e tantos’ e gostaríamos de voltar aos 15-16 algumas vezes.
Parece ser um lugar instável, um caminho de passagem, uma bagunça na cabeça… Mas TODOS dizem que é a melhor época de nossas vidas e não temos que deixar de aproveitá-la por causa dos nossos medos…
Dizem que esses tempos são o cimento do nosso futuro.
Parece que foi ontem que tínhamos 16…
Então, amanha teremos 30?!?! Assim tão rápido?!?!
FAÇAMOS VALER NOSSO TEMPO… QUE ELE NAO PASSE!
A vida não se mede pelas vezes que você respira, mas sim por aqueles momentos que lhe deixam sem fôlego.”





olhando estrelas.

13 03 2009

já falei por aqui que não sou aficcionada por horóscopo, mas acredito.
acho que os astros, e tudo que gira em torno, têm um poder de explicar muita coisa na vida da gente. principalmente no que diz respeito a personalidade.

nosso corpo é constituído de água, e sabe-se bem que a lua influencia as marés, portanto, eu acredito que influencia nosso humor também.

“descobri” um site que além de astrologia, tem numerologia, tarôt e até i ching.
eis que vez por outra, perco meu tempo dando uma fuxicada.
hoje, sexta feira 13, joguei o i ching e veio assim:

Lago em cima, montanha embaixo: atração

Uma das leis mais fundamentais da vida é a lei da atração, Adriana. Traduzindo em miúdos:
quem procura, acha. Se você freqüenta locais esportivos, conhecerá desportistas; se freqüenta bares, conhecerá consumidores de álcool; se aquilo que você encontra não condiz com o que você deseja, pare e pense: o que você esperava? Encontrar sorvete num açougue? Neste momento, você está recebendo um chamado para refletir a respeito das escolhas que faz e das pessoas a quem se associa, Adriana. Você se defrontará com dois tipos de influência: uma imatura e uma agradável, como aqueles diabinhos e anjinhos de desenhos animados que dão idéias contraditórias aos personagens. Ao mesmo tempo, você passa a compreender, neste particular momento de sua vida, que atraímos para nós as pessoas que têm a ver com aquilo que também emanamos. Se você atrai um tipo de pessoa que não aprecia, pense: o que você estará emitindo como sinal ao Universo? Refletir sobre isso é condição fundamental para uma melhoria das suas relações.

o fato é que, hoje (na verdade ontem), estava eu reclamando dos homens. que tenho o dedo podre, que são todos muito complicados.
ler isso me fez parar pra pensar. será que não sou eu que estou complicando as coisas? que sinais eu tenho enviado pra atrair o tipo que não quero?

às vezes a gente acaba colocando a culpa no outro por ser mais fácil, mas vale a pena parar e pensar se estamos no eixo certo e tomar o rumo pra consertar as coisas.
chega de procurar sorvete no açougue!





independência financeira.

10 03 2009

desde que era adolescente e mamãe me dava mesada ela dizia que eu devia trabalhar pra poder arcar com minhas despesas.
mesmo que um rapaz se oferecesse pra pagar a conta eu deveria me impor e pagar eu mesma o que gastei.

bom, minha mãe é uma pessoa independente e feminista. não gosta dessas bajulações e a forma que ela encontrou de ser forte foi se impondo financeiramente. (aqui em casa quem canta de galo é ela, meu pai é mero coadjuvante. mesmo ela se esforçando muito pra fazer parecer que ele manda)

mas, nem sempre filho de peixe é peixinho.
eu adoro ser bajulada dessa forma.

comecei a trabalhar cedo, e num certo tempo até fazia questão da divisão da conta.
depois, as coisas começaram a ficar mais caras.

aos 17, a gente não precisa muita coisa pra chamar atenção. aos 20, as coisas começam a mudar. é unha, depilação, cabelo.
depois dos 25, unhas, cabelos, depilação, pele, roupas, academia, cremes.
e tudo vai ficando muito dispendioso.
um simples encontro acaba saindo caro.

e, eu acho muito justo, já que o gasto é semanal, que o meu par se ofereça pra pagar a conta.
não que eu não leve o meu dinheiro ou me finja de morta quando a dita chega, mas se ele se oferecer, eu não insisto.

estava conversando com uma amiga que reclamou que o namorado tem pago tudo pra ela porque ela tá sem grana. ele não se importa com isso. mas ela quer que ele saiba que ela é independente.

bom, sei lá, nesses dias eu ouvi um pronunciamento de uma ministra de um cargo novo aí dizendo que as mulheres batalharam muito por suas conquistas e me lembrei de um ótimo texto que eu li sobre o direito de sermos mulherzinhas.

na geração da minha avó, mulher que trabalhava não era bem vista.
hoje é ao contrário. quem fica em casa cuidando das coisas enquanto o marido trabalha vê narizes se torcendo e a velha frase vem em seguida: “mas tá procurando?”

poxa, eu quero trabalhar porque gosto e quero ter tempo pra cuidar dos meus filhos. tenho o direito de não querer ser supermulher.
porque não sou.
não tenho capacidade física e psicológica pra trabalhar 8h por dia, passar 3h no trânsito, 2h na academia, chegar em casa cuidar de roupa, comida, filhos e ainda ir pra cama com marido, cheirosa, linda e disposta a uma noite tórrida.

eu quero alguém que me sustente sim. não tenho nenhuma vergonha de dizer isso. quero um marido que ganhe mais que eu, que possa bancar as despesas praticamente sozinho, pra que eu possa ser mãe e mulher sem nenhuma neura ou com a promessa que meu casamento não vai durar muito por falta de sexo.
por que, na boa, quem consegue ter disposição pra transar depois de um dia inteiro de batalha?

eu gosto de trabalhar, não consigo ficar em casa não. gosto de ter meu dinheiro, e não quero ter alguém que vá me dar dinheiro pra cortar o cabelo, por exemplo. não é isso.
mas gostaria de encontrar alguém com estabilidade financeira pra me dar conforto e segurança sem que eu precise me descabelar num emprego formal pra garantir que meus filhos tenham o que comer.

e, sabe o que é mais cruel? é justamente o mundo que as feministas tinham e lutaram tanto pra destruir.

porque agora, a dificuldade de encontrar um homem disposto a “bancar” o casamento, deixando a mulher em casa cuidando de tudo, é enorme.
o papel da mulher é ser super.

é se manter linda, antenada, malhada, disposta, trabalhando, cuidando de filhos, casa, e ser uma deusa sexual.

já cogitei a idéia de fazer concurso público pra dar conforto pros meus filhos. sem depender de marido. porque hoje em dia, o mundo é isso.
tudo igual.

mas cadê a igualdade quando é a mulher que precisa se desdobrar em 20 pra dar conta de tudo enquanto o homem só se preocupa em trabalhar e sair mais cedo pra cervejinha?

ai, como eu odeio aquelas malditas que queimaram os sutiãs.

p.s. eu sei que muita gente vai discordar, mas eu nasci pra ser princesa, ok?!





de volta.

5 03 2009

após uma longa pausa sem postar, eis que estou retornando.

foi um mês pancada.
comecei lá no estúdio. só esqueceram de me avisar que eram de 13 a 14h seguidas, todos os dias.
ou seja, tempo pra mais nada.
nem dormir direito conseguia, né?!

sei que no meio disso, trabalhando direto, sem ter hora de almoço, e pedir pelamordideos pra fazer xixi, a chefamor resolveu tirar férias, sem nenhum aviso.
me largou lá, bem do tipo: se f*de aí!

por um lado foi bom, peguei o jeito bem rápido e senti uma certa confiança no que eu estava fazendo, porque eu jamais largaria a responsabilidade do meu negócio na mão de alguém que eu não conheço. fato.
embora a irmã dela estivesse sempre por perto, é um estúdio de fotografia, e se o fotógrafo não é bom, não funciona.

enfim, terça feira fiz um mês lá. ainda em tempo de experiência, como bom contrato que se preze, mas gostando bastante e sentindo progressos.
hoje voltei a programação normal, o horário que foi combinado no início e relaxando.

tentando voltar ao meu ritmo, porque estava a todo gás na academia e tive que parar. outra coisa até que não foi ruim, porque evitei aquele período horroroso do povo que só aparece pra ficar sarado pro carnaval.

todo ano é assim, dizem que começa só depois do carnaval, mas de verdade, o meu ano tá funcionando assim mesmo.
as aulas de inglês começaram essa semana, hoje volto pra academia, e meu horário no trabalho se estabilizou, então, eis que o ano tá começando.
feliz ano novo. de novo.








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