agora, nas embalagens de uma lojinha de maquiagem, vêm uma frase memorável de alguém famoso.
comprei uma sombra esses dias e veio o seguinte:
“há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam” henri ford
bom… me enquadrei nas que desistem.
não que ache isso louvável, mas, no final do ano passado foi exatamente o que eu fiz.
desisti de continuar quebrando a cara com fotografia e optei por um terreno mais seguro e conhecido pra mim.
obviamente, não estou satisfeita, porque se fosse um trabalho que eu amasse, não teria ficado 10 meses fora do mercado.
em compensação, me dá a segurança de um salário no fim do mês e as dívidas pagas.
fora que, não tenho que ficar contando moedinhas pra adquirir algo ou então “chorando” porque todos estão naquela festa ou show irados, mas eu não tive dinheiro pra comprar o ingresso.
trabalhar com o que se ama é maravilhoso. dinheiro nenhum paga a insatisfação, fato. mas, é necessário muita persistência pra conseguir sucesso naquilo que se ama e espírito empreendedor. o que eu acho que me falta.
pensei que conseguiria ao menos um trabalhinho aqui, outro ali, que fosse me garantir um troco no fim do mês. mesmo sendo merreca, uma festa já pagaria o suficiente, mas não aconteceu.
depois, numa simples conversa despretensiosa com um amigo de colégio, percebi que trabalhando por conta própria eu teria problemas que eu não contava. como, por exemplo, se eu me acidentar, ou ficar doente, ninguém vai trabalhar por mim, e em consequência, eu não receberei. daí, como pagar minhas contas caso isso aconteça?!?!
e, finalmente, cheguei a conclusão que, preciso estudar muito, mas muito mesmo, passar num concurso público e deixar fotografia como hobby, que era o plano inicial.
eu nunca fui de pensar no futuro, mas me dei conta que, trabalhando como autônoma, ou eu arrumo um marido rico (já tá difícil arrumar só o marido) ou não posso ficar doente nunca, senão, meus filhos passarão fome, coitados.
ainda não os tenho, mas pretendo ter.
em contrapartida, estar num emprego fixo me empolga a correr por fora como fotógrafa. ter dinheiro pra investir em equipamento ou em ‘propaganda’ me deixa mais confortável.
não ter dívida me faz dormir tranquila, e noites bem dormidas deixam minha mente mais relaxada pra criar e pensar.
pensando bem, eu não desisti da fotografia, só estou usando um plano “b”. acho que é isso.



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