vulgo “dar mole”. descobri que não sei fazer isso.
sei flertar, jogar charme, olhar insinuantemente com cara de interessada. mas, se passar disso nada acontece.
não sei demonstrar que estou realmente interessada em alguém quando realmente estou.
sempre namorei. um emendado no outro. quando consegui ficar solteira, parece que já havia uma fila esperando o acontecimento. sem falsa modéstia, aproveitei bastante tudo o que estava “encalhado” após 6 anos com a mesma pessoa. mas, loguinho, alguém me pegou de jeito, e lá fui eu sair dessa vida de pulos, e comprometer meu estado de paz.
sei que, desde o ano passado, quando mudei de empresa, tive contato com um rapaz, bastante interessante. que foi “se chegando” lá no cantinho do café. um papo aqui e ali, e achei-o bem simpático.
obviamente, não passei de conversas pois estava amarradinha no falecido, cunhado da maluca que trabalhava comigo, e não queria arriscar nada que pudesse causar um mal-entendido.
trocamos meia dúzia de emails, bem curtos nesses 4 meses que estive lá.
eis que quando saí, me despedi dele na saída. com um loooongo abraço.
na primeira oportunidade, pediu a uma amiga pra me chamar pra um churrasco, que não pudemos ir. não tivemos mais contato.
voltei lá na sexta passada. quando ele chegou do almoço e me viu, me chamou pra conversar. pediu meu telefone, falou de um novo churrasco, anotou meu email.
o que a tonta aqui fez? nada.
hoje ele mandou email dizendo que não poderá ir ao tal evento. pediu desculpas, e ganhei a “alcunha” de lindinha.
[sim, é um tanto fofo. maaas, quem usa nomes genéricos não ganha muito minha confiança.]
bom, eu disse que podemos marcar um chopp depois.
– depois?!?! depois é tipo, nunca?!?! quem fala depois não está muito interessado. tonta!
ele respondeu dizendo um “com certeza, vamos marcar sim”.
o que eu fiz? cortei com um “eu te ligo e a gente marca um dia desses”. sou, ou não sou uma topeira?!?!
não podia ter dito que ele não indo pro churrasco não tem a menor graça?
e, aproveitando, não poderia dizer: “ok, espero você me ligar então. não tenho nada marcado pra sexta.”??? não podia??? hein, hein?!?!
burra, burra, burra.
agora, se eu quiser que ele perceba o meu interesse por ele, tenho que ligar e marcar.
e, passar por aqueles momentos malignos e angustiantes entre o toque e o atendimento, e a pergunta e a resposta. e, com isso, ainda por cima, criar uma aura de oferecida, porque vou tomar a iniciativa, podendo deixar nas mãos dele e tudo seria muito mais fácil.
nunca, nunca tomei iniciativa.
a gente já tem o trabalho de ficar linda, roupas impecáveis, maquiagem perfeita, cabelo brilhante e manter o sorriso amigável, o único trabalho dos moços é pegar o telefone e marcar um encontro. eu acho que quando tiramos isso deles, perde todo o charme. sei lá. pode parecer machismo, e talvez seja. mas eu prefiro ser cortejada.
enfim, acho que preciso de um curso intensivo de paquera – módulo I pra voltar ao mercado da conquista.

Olha, que isso fique só entre a gente, mas não existe essa coisa de receita para a paquera. Deixe o cara entender que você está a fim, e então permita-se descobrir o que é que rola. Ouse mais! Você vai ver como é bom!
Hummm muito acontecimentos
Ou vc toma a iniciativa e liga. O que, a meu ver não tem nada demais. Ou vc parte pra estratégias, o que acho bizarro, mas, enfim. Provoque outro encontro “acidental” e deixe que ele volte a se oferecer a ligar….
O mundo tá mudando mesmo. Mulheres tomando a iniciativa ? Acho que eu tô ficando velho. Nunca tinha visto isso
(e nem vou ver – já estou fora do “mercado”, mesmo)
Muito bom teu blog. Entrou no meu favoritos (só espero q vc não atualize como eu faço – de quando em vez…
Cheers!
Bom dia:
Sei que estou super em falta contigo mas estou muito incapacitada. Finalmente farei a cirurgia de neuropatia no dia 12 de maio. Minha mãe faleceu de repente. Há as tarefas de após a morte, muito coomplicadas, Los Angeles, Rio, Alagoas.
Drika,
agradeço pelo elogio que fizeste ao meu poema MUDE (no blog da Renata), mesmo que tenhas suposto ser de Clarice Lispector.
Não é.
Abraços, flores, estrelas…
Vi a mim mesmo refletido em suas palavras. Também não sei jogar esse jogo da paquera, não sei ousar mais, chegar claramente e dizer “estou interessado em você”. Nunca soube aliás, e também namorei por longos anos e uma vez seguida da outra, o que não me ajudou em nada em relação às artimanhas da paquera.
Ligo e marco, saio, sou simpático (pelo menos eu acho que sim), entretenho, dou risadas, converso, discuto sobre mundos e fundos, mas não chego junto, não dou aquela “colada na parede” como dizem por aí. Não sei pq, nunca fiz e não tenho muita certeza se aprenderia a essa altura do campeonato.
Mas, depois de algum tempo, passei a pensar que “se é pra ser será”. Não importa as artimanhas (ou a falta delas), as palavras, os olhares e tudo o mais. Quando chegar a hora de “acontecer”, tudo fluirá naturalmente.
Bem, pelo menos é o que eu acho no momento. Se estou certo? Só o tempo dirá.
Parabéns pelo blog e pelo ótimo texto. Voltarei por aqui mais vezes.
E muito obrigado pelo comentário super simpático lá no meu blog.
Um beijo enorme,
Léo
rs …
Me ví refletida no seu post.
Literalmente!
Pois também escreví um artigo a algum tempo sobre homens e as paqueras.
Muito, muito parecido com o seu.
Se quiser dar uma olhada…
http://papodehomem.com.br/o-problema-esta-nos-homens/
*Aliás, gostei do blog! Parabéns!
Drika, se achar o tal curso de paquera (mesmo que seja por correspondência) me chama pra ir junto, viu? Eu sou mais toupeira que você…
Beijoca.