20 04 2008

as coisas ocorreram assim…
ele ligou, ela não queria falar, mas atendeu.
ele marcou, disse que queria vê-la, ela relutou, disse que não.
ele insistiu mais algumas vezes, depois de muitas explicações pelo sumiço.
ela sucumbiu. o sentimento que tem por ele é maior que essas bobagens. orgulho é coisa boba.
por que perder tempo com besteira, podendo aproveitar os bons momentos?!?
“ele vale a pena” pensou.
(mal sabia que ia se enganar muito sobre isso)
aceitou. saíram mais alguns dias. retomaram a “coisa boa” que tinham.
um dia ele resolve falar. está saindo com outra. (já a conhecia, trabalharam juntos)
não quer terminar com ela, mas não vai deixar a outra.
(isso explicava o tal sumiço, motivo que foi negado)
ela esperneia, diz que não vai aceitar isso. quer uma decisão.
ele não toma. ela resolve tomar por ele. ele não deixa.
abraça, beija, quase chora. “eu adoro você, quero você na minha vida”
ela diz que sente o mesmo, mas não sabe dividir. não gosta disso.
conversam muito. fica tarde, ela vai embora esperando que ele decida.
semana seguinte ele liga. ela acredita que tomou sua decisão. ficam juntos novamente. mais um fim de semana, e outro e lá estão eles, passeando na praça, namorando, felizes.
e, ele diz: “não quero deixar de ficar contigo, mas também não quero magoar fulana”
ela, perplexa, não acredita nisso. ele quer ficar com as duas, mas, que ela aceite ser amante dele. pois fulana entrou na vida dele como ela nunca conseguiu.
por vezes ela quis conhecer sua família, seus amigos. e fulana, já conhecia os amigos. eram em comum. e por um acaso, esbarrou com a família.
(conseguiu em um mês o que ela nem passou perto em quase um ano)
ela sentiu ódio. quanto desejou que o acaso acontecesse e cooperasse.
pois, ele sendo reservado, não sentia-se à vontade para fazê-lo.
ela disse novamente: escolha!
ele repetiu: não posso. gosto muito de você, mas gosto dela também.
ela pensou em não facilitar as coisas pra ele. ele se meteu nisso, ele deveria ser homem e decidir. ela não queria simplesmente desistir e deixá-lo livre pra outra. assim, de bandeja.
mas, percebeu que não valeria a pena tanto desgaste. estaria se desvalorizando em aceitar tal situação. e saiu.
foi bastante clara: você escolheu no momento em que me contou. fez sua escolha. então, vou respeitar.
ele continou dizendo que não escolheu, está confuso, não sabe ainda, não quer deixar de vê-la pois o que ambos têm é muito especial. porém, aconteceu e não quer magoar fulana. sabe que ela gosta muito dele, e se sente responsável.
ela irritada responde que isso é ridículo. então fulana não merece ser magoadinha, coitada! mas ela merece?!?! simplesmente por ser mais velha e não conhecer os amigos?
ele tenta se explicar, mas não consegue ser convincente.
conhece fulana há mais tempo, é uma menina. cheia de sonhos e esperanças.
os amigos pressionam. dizendo que estão de olho. já estava apaixonada antes.
ela se levanta da mesa, pede o táxi, e vai pra fora aguardar.
ele paga a conta, e vai atrás. tenta abraçá-la. ela irredutível.
ele diz novamente que a adora, e pede pra ela não agir assim.
ela repete, você fez sua escolha. conforme-se.
ele continua tentando convencê-la. o táxi chega, ela vai embora sem olhar pra trás.
chegando em casa, ele liga pra saber se ela chegou bem. ela responde, ele pede mais uma vez.
ela se sente afrontada com tamanha canalhice. diz que não quer vê-lo nunca mais.
não quer saber nada sobre ele, está apagando a existência dele da sua vida.
que vai ficar muito bem sem ele. ele tenta dissuadí-la. ela continua, “não espere que eu diga que quero que dê certo, não sou hipócrita. quero que você quebre a cara. quero que ela faça contigo o mesmo que você fez comigo. e, não adianta voltar, porque essa aqui você perdeu pra sempre.”
ele tenta ainda se desculpar, tenta salvar o que tinham de bom, insiste. ela ouve, incólume. cansou de ouvir as mesmas coisas.
ele pede que ela pense. se despede com um “boa noite, beijo.”
ela fica muda. ele desliga.
ela pensa sim, mas pelo bem dela. dia seguinte liga e diz:
“eu adoro você, gosto tanto, chega dói. queria muito ficar contigo, mas não aceito ser a segunda opção. você fez sua escolha no momento que me contou. querendo ou não, você permitiu isso. e, se não consegue se decidir agora, é porque nenhuma das duas é tão importante assim pra você. eu disse, realmente, que não ia te facilitar, mas eu vou desistir de você, por amor-próprio. porque eu não mereço nada disso. não cheguei na sua vida ontem pra ser jogada pra escanteio, e assistir outra participando de coisas que eu queria participar.
espero que você tenha feito a escolha certa. estou saindo disso.”
ele se conforma, retruca dizendo não ter escolhido, aconteceu.
ela se despede com um seco tchau. ele se despede com um beijo.
ela desliga o telefone, derrama algumas lágrimas e resolve escrever no blog.
essas coisas acontecem. as pessoas encontram outras e resolvem tentar.
ela vai ficar bem. sempre fica. amores vêm e vão.
ela termina o texto, toma um banho, e vai encontrar os amigos pra um chopp.
existe coisa melhor que um bom papo com amigos?