ah, ele é o máximo! – ela disse.
e sendo o máximo, permitiu-se ser o mínimo.
e quando quis ser o mínimo, encontrou o médio. tornou-se morno.
e sendo morno, ela não quis.
gosta dos extremos.
ah, ele é o máximo! – ela disse.
e sendo o máximo, permitiu-se ser o mínimo.
e quando quis ser o mínimo, encontrou o médio. tornou-se morno.
e sendo morno, ela não quis.
gosta dos extremos.
acabou com meu blog.
antes eu sentava e digitava várias linhas sobre meus pensamentos, devaneios e afins.
às vezes destrinchava um assunto, dizendo o que penso e tal.
depois do twitter, tudo mudou.
tem quase 2 anos que estou cadastrada, mas no início achava chato. quando descobri a verdadeira vantagem dessa coisa, me viciei. passei a ter pensamentos e postá-los imediatamente, em frases soltas, que se perdem após outros pensamentos de outras pessoas.
um leitor pode acompanhar o que eu disse, mas o pensamento pode ser perdido e não lido.
mas, o fato é, depois que eu comecei realmente a twitar, parei de escrever meus textos.
porque aqui já não podia mais ser meu “consultório”, lá passou a ser.
e agora lá também não dá mais. e tudo tá perdendo o sentido.
meus locais de desabafo estão se tornando redes sociais.
redes sociais não são locais pra desabafo.
preciso preciso arrumar um psicólogo de verdade.
é isso, precisava dizer.
ufa. me sinto mais leve.
segunda eu fui assistir ao show do moska no teatro rival, para a gravação do programa palco mpb, da rádio mpb fm. foi dedicado ao programa que ele faz no canal brasil, zoombido. onde vários artistas e compositores brasileiros comparecem e durantes as entrevistas eles cantam músicas do convidado.
eu gosto das músicas dele, mas ao vivo é diferente. ele tem uma voz tão suave que encanta. e aí fiquei com as canções na cabeça e deu vontade de postar essa música, por outros motivos também, mas eu adoro ela.
(tem fotos do show aqui)
“Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.
Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: “Te amo!”
E você só acredita quando eu juro.
Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.
Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?
Sempre a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?”
tem um tempo eu tenho observado atitudes de determinadas namoradas com seus respectivos e uma coisa que me intriga muito são meninas mandonas.
conheço um casal que ele é completamente dominado pela namorada. ela chega a humilhá-lo na frente dos amigos, e ele continua lá, defendendo “é o jeito dela”.
e ela bate e assopra. e ele continua nessa servidão.
tenho um amigo que caiu de quatro por uma guria. no dia que a conheci notei a forma estranha e “apoderada” que ela o tratou, como se ela fosse uma benção dos céus e ele tivesse que agradecer todos os dias por ela lhe dar a chance de estar ao seu lado. ela não o humilha, mas sempre mostra superioridade. e ele cada dia mais apaixonado.
esses são só 2 exemplos mais clássicos, porque na verdade, tenho muitos exemplos que ela domina a relação, e ele permanece seguindo, contente ao lado da mulher forte. mas que aos olhos externos parece uma maldita megera.
e cheguei a conclusão que os homens gostam mesmo das meninas que dominam, que comandam a relação, aquelas que dizem o que eles têm que fazer ou deixar de fazer e fazem bico e cara feia se são contrariadas.
eles não sabem lidar com liberdade. com poder de decisão. com a possibilidade de uma pessoa legal e tranquila ao lado.
será o velho complexo de édipo? a vida toda ouviram ordens de suas mães, cresceram e precisam de alguém que diga como devem ou não agir?!
eu já até fui uma megera. e sempre tinha um monte de “pretendentes” me rondando. depois que resolvi ser legal, só me dei mal.
com isso meu pensamento voa… será mesmo que preciso voltar a ser malvada pra encontrar alguém que me acompanhe?!
em junho deste ano, uma amiga me levou pra ver uma peça. era a primeira de uma trilogia. 3 monólogos de um sujeito brilhantemente inteligente.
apresentador de programas culturais, em canais culturais, obviamente.
lá estava eu, sentadinha aguardando o início, após o sinal.
de repente ele entra, calado, “instala” os acessórios, olha pra frente e começa.
e, às primeiras palavras, eu me apaixonava perdidamente por tudo o que saía daquela boca. tudo o que era pronunciado entrava aos meus ouvidos como poesia, versada e cantada na mais doce melodia.
foi assim, que no primeiro olhar, me apaixonei incondicionalmente por michel melamed e sua inteligência versátil.
aqui um dos excelentes textos. deixo pra vocês.
“em futuro estudo a ser publicado em conceituada revista do meio científico, será comprovada não só a existência mas os índices alarmantes da incidência da cárie cerebral. o fenômeno, que atinge povos de todos os países, tem como uma das suas principais causas, como é de se esperar, os péssimos hábitos alimentares das populações, cultivados, principalmente, através do consumo de enlatados americanos, novelas açucaradas e toda a sorte de (conceitos) embutidos. a fim de evitar a extração do órgão sob risco de seqüelas irreversíveis, como por exemplo, o pensamento banguela, recomenda-se expressamente o uso continuo e correto do fio mental. e da escova de mentes. vamos juntos fazer do brasil um país de sorriso branco e preto e mulato e cafuzo e índio e… hálito mestiço!”
hoje eu li 2 textos, que não vou citar a fonte aqui porque não quero bafafá, e falavam de feminilidade.
um deles escrito por um homem falando sobre as mulheres q estão sendo especuladas para presidência da república. falava que estas não tem muito cuidado com sua beleza.
o outro, escrito por uma moça, que defende, inflamada, que mulher não é bibelô pra andar toda enfeitada por aí. que é absurdo que o rapaz pense que uma mulher na política deva ser atraente.
bom… o objetivo dela é válido, concordo que não somos enfeites e que os homens devem aprender a admirar o conteúdo não o externo.
mas concordo com ele também que um pouco de vaidade não faz mal à ninguém.
é lógico que as mulheres conquistaram muita coisa, abriram mão de mais outras tantas, mas ser forte e guerreira não é sinônimo de masculina.
não concordo que a mulher pra se mostrar forte, poderosa, precisa deixar de lado a sua feminilidade.
exatamente isto que nos difere deles.
nosso jeito leve de caminhar, de mexer os cabelos, de sorrir com graça.
a forma jeitosa com que lidamos com tarefas complicadas, a maciez da voz.
o olhar tenro e carinhoso pra pedir as coisas. isso tudo são toques sutis de feminilidade mas que não significam insegurança ou fragilidade.
fazemos tantas coisas, lutamos, temos filhos, criamos, trabalhamos.
precisa mesmo deixar de ser feminina pra mostrar o quanto se é forte?
não estou dizendo que pra isso é necessário estar sempre impecavelmente maquiada, com a roupa da moda, e acessórios brilhantes.
mas uma doçura que é peculiar do sexo feminino. essa, que só nós temos.
as mulheres feministas confundiram um pouco ser feminina com ser fraca e transformaram muitas coisas.
a começar pela forma com que querem tomar as rédeas de tantas coisas e deixaram os homens confusos.
um homem fazer uma gentileza acaba sendo tido como fraco, e nós que gostamos dessas gentilezas perdemos com isso.
eu sou a favor do brinco, do colar, do batom e do rímel. um pouquinho de blush se necessário, um saltinho confortável e um pulso forte pra tomar decisões. e um sorriso amável na hora de dizer exatamente o que quer. sem perder a força, muito menos a feminilidade.
Reeditando um post q escrevi ano passado em outro blog.

Hoje é o dia que se comemora a descoberta oficial da fotografia. Registrada por Louis M. Daguérre, que inventou o daguerreótipo, e anunciou aos quatro ventos.
De acordo com a história, Hércules Florence descobriu efetivamente a fotografia em negativo (a de Daguérre era em positivo) 6 anos antes no dia 15 de agosto, mas como estava no Brasil, no meio da floresta amazônica, não tinha contato com o restante do mundo e assim, não pode registrar sua descoberta. Sendo reconhecido somente após sua morte, por escritos em seu diário.
De qualquer forma, a fotografia deu seu grande passo quando, numa chapa de metal, Daguérre descobriu como reproduzir uma imagem e fixá-la. O que antes era feito com câmaras escuras e por pincéis, agora poderia ser reproduzido fielmente.
A diferença entre o positivo e o negativo, é que o negativo pode ser reproduzido em várias cópias e o positivo já sai pronto.
Tanto tempo depois, em 2008, já nem usamos mais filmes, estamos na era digital, e captamos a imagem por sensores ópticos. Que perdem um pouco da qualidade do filme.
Mas, como a tecnologia vem pra acrescentar, a vantagem das digitais é a possibilidade de quantidade, praticidade e imediatismo.
Embora tenha esses detalhes a favor, ainda sou fã do bom e velho filme, que mantém todas as características da imagem captada.
Descobertas à parte, quem começou a evolução da tela para a fotografia, foi ninguém menos que Leonardo Da Vinci. (leia mais aqui). Com sua mania de perfeição, procurava se aproximar ao máximo do real, tentando de todas as formas conseguir imagens mais detalhadas possíveis. E foi ele mesmo que começou a utilizar em seu ateliê uma caixa preta, fechada, com apenas um orifíco captando luz que reproduzia a imagem invertida e de cabeça pra baixo. E foi daí que começaram todos os estudos procurando aperfeiçoar a técnica e fazer o que é hoje uma máquina fotográfica.
Da Vinci, percebeu que com um feixe de luz reproduzia fielmente a imagem de fora, uma questão de óptica. Os raios solares possuem uma angulação que reflete ao contrário e na direção oposta.
As grandes telas de natureza, muitas vezes foram pintadas dentro de uma sala escura, com apenas uma pequena entrada de luz e uma enorme parede branca onde se podia ver a imagem.
Vários foram os estudos até chegar ao que temos hoje, claro. E Daguérre é um dos responsáveis sem dúvidas. Mas depois dele, vários estudiosos, teimosos, foram aperfeiçoando as técnicas, juntando informações, até conseguirem utilizar a caixa preta, descobrirem a película negativa, o papel fotográfico e a kodak lançar a primeira câmara fotográfica portátil.
Daí pra frente, muita gente lembra e foi só evolução. Isso é tecnologia!
E viva a fotografia que nos dá a chance de registrar momentos preciosos, nos dá a possibilidade de “conhecer” o mundo e guarda nossas lembranças eternizando num papel imagens inesquecíveis!
eu tenho um orgulho imenso da profissão que eu escolhi.
um dia eu aprendi na escola a fazer colares bonitinhos pra dar pra mamys no dia dela.
aí, eu gostei e comecei a usar miçanguinhas e fazer coisinhas pra mim, pras priminhas e amiguinhas.
cresci e continuei fazendo um ou outro pra presentear quem gostava e pra mim também.
cresci mais e parei de fazer por falta de tempo. mas um dia voltei como terapia ocupacional.
comecei a ter umas clientes preferenciais, que eram as amigas da minha mãe e as minhas.
mas de fato, nunca levei jeito pra vendas e isso era só um ligeiro passatempo.
com muito tempo a toa agora, e a internet à disposição, eu comecei a ver que existem vários sites de artesanato e as pessoas realmente encomendam coisas pela internet.
me juntei com uma outra amiga que faz pra aumentar a renda e realmente tem talento pra vender e resolvi criar um site pra gente mostrar nossas peças.
eu gosto de fazer, e muitas das vezes que fiz tinha um pensamento voltado pra quem ia usar.
agora, é mais difícil, porque não sei quem pode gostar, mas eu faço pensando no que eu acho bonito e espero que as pessoas gostem também.
então, pras meninas que me visitam, ei-lo: http://bijuzices.wordpress.com
os meninos podem indicar pras namoradas, amigas, irmãs…
por enquanto, só podemos entregar no rio de janeiro. quem sabe em breve, expandindo pro brasil. quem sabe…
espero que gostem.
ainda com um certo bloqueio.
têm acontecido muitas coisas, nada sustancial e importante. conheci pessoas novas, divertidas e tenho me divertido.
mas o problema é que isso aqui era pra ser um tipo de psicólogo, uma terapia, e 80% dos meus leitores fazem parte da minha vida outvirtual e tá perdendo meio o sentido.
tô tentando buscar um caminho diferente pra meus textos e seguir uma linha mais cronista, ou então “comentarista”. gosto de desenvolver texto baseados em temas. adoro escrever.
vim dar uma satisfação mesmo. pq adoro meus leitores e amigos. e volto.
não sei exatamente quando, mas volto!
você apareceu quando eu estava distraída. num momento de descuido.
foi atencioso quando eu precisava. gentil, educado.
falou tudo que eu queria ouvir e quando eu queria ouvir.
foi se aproximando mais e mais. se mostrando presente. ombro amigo.
sempre solícito.
foi tomando um espaço que estava vago.
preenchendo um vazio com suas palavras doces.
se apoderando de um lugar que estava inóspito.
eu permiti sua entrada nas minhas noites vazias.
conversas de horas e horas. sobre todos os assuntos.
mas um em si não me deixa confortável.
“não quero compromisso”
vc entra na minha vida, querendo me conquistar mas não quer nada.
quem você pensa que é? quem você pensa que eu sou?
sabendo disso, me mantenho aqui, quieta, na minha zona de conforto.
não quero me magoar de novo.
já passei por isso. achando que valeria a pena aproveitar bons momentos.
curtir. achando que a convivência ia mudar as coisas.
e, no final, decepção.
não posso sentir isso novamente.
ainda não me reestruturei.
e não entendo. sinceramente, não consigo entender.
por que evitar estar com uma pessoa que te faz bem?
por que essa fuga?
não quero fugir. quero um espaço.
quero mostrar que sou essa ótima companhia que você diz, de verdade.
quero poder mostrar que sou mais que boas risadas.
quero ser amiga sim, mas quero ser amante, amada.
mereço ser amada. mereço mimos e carinhos.
posso ser mais que uma janelinha num espaço do seu computador.
se ao menos você se permitisse querer o mesmo.
eu poderia te mostrar que é bom ser casal.
que não é ruim dividir a vida com quem se gosta.
e é muito gostoso ter alguém pra compartilhar os melhores momentos.
isso não precisa de nome. só de sentimento.
e enquanto você não se permitir, eu ficarei aqui. longe disso.
longe de tudo.
não vou abrir minha guarda enquanto a sua estiver fechada.
permita-se. e assim eu me permitirei.
escrito em 16.06.09
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